Investir em Desenvolvimento e Treinamento

Marketing de Relacionamento


Por que as empresas investem tão pouco em Desenvolvimento e Treinamento?  É uma questão para pensar, refletir e avaliar.

A Educação Corporativa é um meio essencial para tornar nossa mão-de-obra mais qualificada perante o mercado e até reduzir os índices de desemprego porque quanto mais se identifica talentos mais postos de trabalho são abertos para poder absorvê-los.

 

Infelizmente, os proprietários ou principais acionistas e executivos não adquiriram ainda esta visão de negócio. Não se trata apenas de uma questão cultural, mas de uma estrutura comportamental arcaica de que apenas o governo tem que arcar com a educação. Eles preferem gastar inúmeras quantias financeiras em contratações diárias do que adotar programas sociais ou de qualificação de mão-de-obra na empresa.

 

Os investimentos em desenvolvimento e treinamento ainda são escassos. Recomenda-se um gasto equivalente de 0,5% a 1% da receita bruta ao ano, mas raramente se atinge um décimo disto. As empresas investem altas cifras em um equipamento, mas quem vai operar pode danificá-lo por falta de treinamentos técnicos e comportamentais.

 

Um exemplo deste enfoque foi quando as empresas responsáveis pelo transporte público da rede metropolitana do Recife renovaram a sua frota. Imagine quais motoristas conduziram os novos ônibus? Apenas os colaboradores que eram cuidadosos no trânsito, não tinham nenhuma infração registrada em sua avaliação de desempenho, manejavam o veículo como se fosse seu, zelavam pela limpeza da sua área, do seu uniforme e os seus veículos apesar de serem antigos dificilmente quebravam e lotavam a oficina da empresa - aqui fica claro que os cursos técnicos são necessários, mas os comportamentais são imprescindíveis.

 

Então, quanto vale um profissional talentoso e habilidoso? Com certeza muito mais do que pensamos. Sabemos que a sua ausência é um atraso na produtividade de uma empresa e gera processos inconsistentes, inseguros e desalinhados com as necessidades e expectativas dos clientes.

 

Como disse Clarence Francis, líder da General Foods nas décadas de 1930 e 1940:

“Você pode comprar o tempo de um homem; pode comprar sua presença física em determinado lugar; pode até comprar certa medida de seus hábeis movimentos musculares por hora. No entanto, não pode comprar o entusiasmo [...] não pode comprar a lealdade [...] não pode comprar a dedicação do coração, da mente e da alma. Essas coisas devem ser conquistadas”.

 

A sobrevivência da empresa depende dos investimentos nos seus talentos. Boog (1980) define três conceitos essenciais: A educação é um processo por meio do qual o potencial do indivíduo é estimulado e ampliado. Visa fornecer conhecimentos, habilidades e valores necessários para viver com plenitude e habilidade para manejar com precisão novos dados e situações mutáveis. Enfoca o humano e prevê a aplicação futura da aprendizagem atual. Ela traz como resultado a contínua aquisição de informações e a capacidade de transferência da aprendizagem para o cotidiano, mesmo que seja em longo prazo.

 

O desenvolvimento é um processo de crescimento integral do indivíduo. É a expansão de sua habilidade ao utilizar plenamente a sua capacidade e ao aplicar seu conhecimento e experiência para a solução de novas e diferentes situações. Direcionado para o trabalho, o desenvolvimento objetiva suprir habilidades, conhecimentos e atitudes específicas para o desempenho de tarefas futuras na empresa, num processo de crescimento contínuo. Seu foco é a necessidade e o potencial do indivíduo mais a tarefa e cargo futuro. É uma forma preventiva de se evitar problemas de produção. Requer médio e longo prazo.

 

E o treinamento é o processo que efetua mudanças no comportamento do indivíduo. Supre habilidades, conhecimentos e atitudes fundamentais para o desempenho de tarefas específicas, dentro de um padrão de produtividade estabelecido. Enfoca a necessidade da tarefa e do cargo atual. Tem ação corretiva, principalmente em problemas de produção. Reduz ou elimina as discrepâncias entre o desempenho atual e o desempenho ideal. Requer curto prazo para sua execução.

 

Diante disso, investir nas pessoas ainda é o melhor negócio. Gestores de pessoas persistam, nunca desistam de desenvolver os talentos na organização. O futuro mostrará o seu esforço!

 

 Livro da Semana:

Ana Cláudia Athayde da Costa - Educação Corporativa - Um avanço na Gestão Integrada do Desenvolvimento Humano - Editora Qualitymark: Rio de Janeiro, 2001.

 



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08/02/2013
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